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CLIPPING: CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA DIÁRIO DE NATAL

Inscrições abertas para o Circuito Cultural Ribeira
Grupos e artistas têm até 25 de julho para inscrever projetos nas áreas de Música, Artes Cênicas, Performance e Artes Visuais
Sérgio Vilar
sergiovilar.rn@dabr.com.br

http://www.diariodenatal.com.br/2012/06/26/muito1_0.php

O edital para ocupação do Circuito Cultural Ribeira foi lançado na manhã de ontem na Casa da Ribeira. A proposta este ano é ampliar o projeto em número de espaços, público e atrações artísticas. Para isso, contou com a totalidade dos recursos captados junto às empresas Vivo e Cosern via Lei Estadual Câmara Cascudo. Serão oito edições de regularidade mensal. A primeira acontece em 12 de agosto e prossegue até maio de 2013, sempre no segundo domingo de cada mês. A dúvida é a promoção da Virada Cultural em dezembro. O projeto será apresentado à Secretaria Executiva da Lei Câmara Cascudo hoje, segundo o produtor Anderson Foca. E prevê vários polos artísticos espalhados no bairro da Ribeira e um palco principal montado no Largo do Teatro Alberto Maranhão. Segundo Foca, caso seja aprovado na Lei, o patrocínio está 100% garantido. Com a realização da “Virada”, o Circuito ganha um mês com o remanejamento da edição de dezembro para junho.

O período de inscrição de grupos e artistas para a ocupação do Circuito Cultural Ribeira começou ontem e segue até 25 de julho. A inscrição é toda feita online. No site www.circuitoculturalribeira.com.br . O resultado será divulgado dia 30 de julho. Concorrerão os segmentos Música, Artes Cênicas, Performance e Artes Visuais, em seus variados subgêneros. Um curador especialista em cada área fará a seleção.

A programação multicultural traz, segundo os organizadores, a missão de reunir na mesma plataforma de gestão, o


Edital foi apresentado ontem por Henrique Fontes e Anderson Foca, coordenadores da iniciativa. Foto: Carlos Santos/D.A Press

s espaços culturais da Ribeira. A intenção é consolidar o bairro com polo de atração e território criativo, ampliando o olhar da população à importância do bairro como patrimônio cultural brasileiro reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Para isso também serão ministrados seminários para discutir educação patrimonial, financiamento, gestão e economia criativa. “O sucesso do projeto no ano passado nos causou surpresa. Até diminuímos a publicidade para conter a demanda de público. Tivemos medo de a estrutura não comportar e surgir algum problema. Este ano já sabemos o que esperar e estamos preparados”. Foca lamentou a fragilidade do processo de captação e fluxo dos recursos conseguidos via lei de incentivo cultural. “Com a renúncia anunciada no fim do primeiro semestre, os projetos ficam todos reservados ao segundo semestre”.

O total de ocupações será em torno de 150, já que 20% delas serão reservadas a convites diretos da produção do evento. Todas as manifestações artísticas serão contempladas. “Não consta no edital, mas internamente temos as vagas para cada segmento artístico já reservadas”, frisou Foca. A definição de lugar e data será definida em diálogo com os artistas e proprietários das casas de show. Será levada em conta a identidade de cada estabelecimento, além da estrutura para comportar cada atração.

Valores e recursos

O projeto apresentado à Secretaria Executiva da Lei Câmara Cascudo sugeria o valor de R$ 345 mil. A Comissão achou alto o valor e reduziu para R$ 270 mil (80% descontados do ICMS e 20%de recursos próprios das empresas patrocinadoras). Com este valor, a produção do evento pretende pagar cachê de R$ 500 aos artistas e uma ajuda de custo às casas de show no valor entre R$ 150 e R$ 500. “É bom ressaltar: a ocupação dos espaços não representa um quarto dos custos do Circuito”, disse Foca.

A Virada Cultural é um sonho acalentado desde o ano passado pelos organizadores do Circuito Ribeira. Este ano está mais viável. Com um projeto orçado em torno de R$ 150 mil apresentado hoje na Fundação José Augusto, os produtores esperam aprovação na Lei para iniciar a execução do evento. A ideia é aproveitar os espaços das casas de show da Ribeira para substituir a montagem cara dos palcos.

Números e estimativas

– 8 edições do Circuito (agosto de 2012 até maio de 2013, com exceção de janeiro)
– 1 mil artistas participantes
– 200 atividades
– 13 espaços
– 500 revistas com o conteúdo dos seminários lançadas
– 80 mil pessoas

Locais do circuito

Casa da Ribeira; Dosol; Espaço à Deriva; Espaço Cultural Gira Dança; Armazém Hall; Central Ribeira Botequim; Atelier Flávio Freitas; Nalva Melo Café Salão; Consulado Bar; Buraco da Catita; Let’s Rock; Cultura Clube; Galpão 29, além de atrações e exposições na rua

CLIPPING: CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA 2012 NA TRIBUNA DO NORTE

http://tribunadonorte.com.br/noticia/ribeira-aquece-o-circuito/224031

Yuno Silva – Repórter

O Circuito Cultural Ribeira volta a movimentar o bairro histórico a partir do mês de agosto, e a novidade para esta segunda edição do projeto capitaneado pela Casa da Ribeira e Centro Cultural DoSol é o edital público que abre espaço para artistas interessados em se integrar à programação. Agendado para acontecer no segundo domingo de cada mês até maio de 2013, exceto em janeiro quando faz pausa estratégica, o Circuito pretende envolver ateliês, galerias, centros culturais, sedes artísticas, bares e restaurantes em torno do conceito “Bairro da Ribeira – Território Criativo”. As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 25 de julho.

DivulgaçãoShows do Circuito Cultural voltam a movimentar o bairro no primeiro domingo de cada mêsShows do Circuito Cultural voltam a movimentar o bairro no primeiro domingo de cada mês

A previsão do edital, voltado exclusivamente para artistas do Rio Grande do Norte, é escalar 115 ocupações nas áreas de música, artes visuais, artes cênicas e performances – cada proposta selecionada terá ajuda de custo de R$ 500 para viabilizar apresentação independente da área de atuação. “As inscrições serão analisadas na medida que forem chegando, já para compor a programação de agosto, então os artistas que estiverem com trabalho pronto para mostrar vale a pena apressar a inscrição”, disse Anderson Foca, produtor do Centro Cultural DoSol.

Além das ocupações de potiguares definidas pelo edital, que representam 80% da programação, artistas convidados de outras partes do país também irão dar forma ao Circuito – ao todo serão 148 ocupações. “Vamos aproveitar grupos que estiverem em turnê pelo Nordeste para se incorporar ao Circuito”, adiantou Foca. Outros detalhes do CCR 2012/2013, que conta com patrocínio da Cosern, Vivo e Governo do RN através da Lei Câmara Cascudo, são as edições especiais: em outubro, o Circuito será incrementado com atrações do Cena Aberta Nordeste, projeto realizado pela Casa da Ribeira; em novembro será a vez do Festival DoSol fazer parte da programação; e em fevereiro a Chamada Carnavalesca do Rock.

“Ainda estamos conversando com o pessoal do Festival Goiamum Audiovisual, que acontece em dezembro, para ver se conseguimos unir as programação”, informou Foca, ressaltando que também está em pauta o planejamento de uma virada cultural com 24h de duração durante o Circuito de dezembro. “Estamos pensando em um nome para a virada, será da Ribeira ou do Circuito?, e vendo se há viabilidade para isso”. O produtor avisa que nada impede ações independentes ou atividades paralelas interajam com o CCR.

Entre os benefícios imediatos sentidos por quem frequenta o bairro durante o período do Circuito Cultural está melhorias na iluminação, limpeza e segurança. “Ano passado demorou um pouco para os gestores entenderem a proposta, mas o retorno foi positivo e vamos trabalhar com essa perspectiva novamente”.

Até maio do ano que vem também estão previstas a realização de seminários sobre economia criativa, incentivo e financiamento de projetos, gestão de equipamentos culturais e educação patrimonial – parcerias com o Iphan (patrimônio) e com o BNB (incentivo) já estão fechadas. Ainda há a possibilidade do CCR fechar parceria com o curso de Produção Cultural do IFRN-Cidade Alta. “Estamos cogitando, por exemplo, a presença de monitores circulando pela Ribeira para dar suporte e manter o público informado sobre a programação, onde está acontecendo o quê”.

O produtor prefere não citar os locais que estarão integrados ao CCR, “pois o movimento é muito dinâmico e até agosto as coisas podem mudar”. Anderson explicou que em todas as edições realizadas em 2011, entre março e outubro, houve alterações na quantidade de equipamentos culturais que abrigaram atividades do Circuito Cultural. “Como tem gente que chega e que sai de um mês para outro, lançamos o selo ‘Bairro da Ribeira – Território Criativo’ como forma de identificar os espaços que comungam da mesma ideia de potencializar a vocação do bairro como polo cultural e artístico”.

Sobre a parada do Circuito no mês de janeiro, em pleno verão com a cidade carente de eventos e cheia de turistas, ele informa que o intervalo reflete a realidade do bairro: “Como o  projeto prioriza as pessoas da cidade e muitos espaços da Ribeira fecham nesse período, optamos por essa parada estratégica”.

Serviço

Edital público de ocupação do Circuito Cultural Ribeira para artistas do RN. Inscrições até dia 25 de julho. Informações e formulário na página eletrônica circuitoculturalribeira.com.br.

COBERTURA DO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA – TRIBUNA DO NORTE

Yuno Silva – repórter

Natal ferveu este fim de música com a extensa programação musical  que dominou os bairros da Cidade Alta e Ribeira: no sábado (1º) aconteceu a primeira eliminatória do Festival MPBeco; e domingo (2) o movimento foi intenso pelas ruas e becos que acolheram a oitava e derradeira edição do Circuito Cultural Ribeira. Nas duas ocasiões, além do acesso gratuito, aspectos em comum como o público cada vez mais eclético e interessado no que anda acontecendo na cena local deram o tom. A relevância cultural dos eventos e o fato de terem sido realizados a partir da iniciativa de produtores sem qualquer vínculo com o poder público também são elementos a serem considerados nesta rápida leitura.

Yuno SilvaLirinha apresentou as canções de seu novo trabalho solo, "Lira", no Festival do Beco da LamaLirinha apresentou as canções de seu novo trabalho solo, “Lira”, no Festival do Beco da Lama

Celeiro que ressalta nomes como Simona Talma, Júlio Lima, Romildo Soares e Maguinho daSilva, o Festival MPBeco segue firme na missão de garimpar novos talentos da música potiguar ao definir os primeiros cinco finalistas da grande final marcada para o próximo dia 15 de outubro. Estão no páreo as músicas “Festa na Vila” (João Henrique Koerig) interpretada pelo grupo Linha de Passe; “Tico-Tico” (Caio Padilha), com a banda 3 da Matina; “Jurubebas Queen”, de Arthur Soares; “Algumas verdades sobre a mentira” (Romildo Soares e Simona Talma), por Romildo; e o “O trovão e o passarinho”, de Nagério, Carlos Bem e Franklin Mário.

O show de abertura foi protagonizado pela cantora Cida Lobo, e o encerramento ficou a cargo do pernambucano Lirinha. Apostando em uma sonoridade mais cosmopolita, sem deixar de ter um pé no regional, o eterno ex-líder da banda Cordel do Fogo Encantado continua com as mesmas caras e bocas e sua poesia afiada de sempre no recém-lançado “LIRA” – álbum que marca sua estreia como artista solo. Ainda em fase de testes, pois esta foi a primeira vez que a banda se apresenta em público, o show peca pelo visual acanhado – tanto no quesito figurino quanto cenário.

Vale registrar que o equipamento de som prejudicou a apresentação, apesar do artista ter atrasado toda a programação com uma passagem de som que durou duas horas. O MPBeco tem patrocínio da Cosern, Destaque Promoções, CPGeo e Cardiocentro, através das leis de incentivo Djalma Maranhão (Prefeitura) e Câmara Cascudo (Governo do RN).

Yuno SilvaA banda Soatá (DF/PA) agitou o palco do DoSol durante a programação do Circuito Cultural RibeiraA banda Soatá (DF/PA) agitou o palco do DoSol durante a programação do Circuito Cultural Ribeira

Guitarrada na Ribeira

Já no domingo (2), o público natalense se despediu do Circuito Cultural Ribeira: foram oito edições, uma por mês desde o Carnaval, que mudou a cara do bairro. Coloridos, roqueiros, sambistas e regueiros de todas as idades, inclusive famílias inteiras, descobriram que há muito a ser visto no bairro histórico. Com patrocínio do Vivo através da lei Câmara Cascudo, o evento comprovou a vocação boêmia e a veia artística do lugar.

A programação destacou a presença de bandas convidadas como Soatá (DF/PA), que fez um show impecável no Centro Cultural DoSol. Sob o comando da vocalista Ellen Oléria, o grupo comprovou que não há fronteira quando o assunto é música: destilou uma mistura de punk rock e carimbó que surpreendeu até o mais soturno metaleiro. “Estamos fechando um ciclo, mas teremos uma sessão extra do Circuito no próximo dia 12 de outubro com a presença de músicos eruditos aqui na Ribeira”, informou o produtor Anderson Foca.

Ainda sem confirmação de continuidade, há possibilidade de uma edição do CCR em dezembro e a retomada do projeto a partir do Carnaval do próximo ano.

Em tempo: o charmoso Nalva Melo Café Salão recebeu o multiinstrumentista Antônio de Pádua. Acompanhado da família, todos músicos, Pádua fez a festa com sambas, frevos e outras milongas mais.

CLIPPING: ROMILDO SOARES LANÇA DISCO NO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA – TRIBUNA DO NORTE

Yuno Silva
repórter

Inquieto, visceral, romântico, irônico e, principalmente, militante cultural com os dois pés fincados na música. A lista de adjetivos para classificar o compositor Romildo Soares é extensa, e o próprio prefere não se ater a rótulos. “Sou dois em um: o cantor é conhecido por Romildo, enquanto o letrista atende por Romildo Soares”, ironiza. Com 30 anos de carreira e beirando os 50 de idade, data que comemora no próximo mês de setembro, o potiguar de Alexandria está prestes a dar um novo e significativo passo rumo à posteridade neste próximo domingo (7), quando lança seu primeiro e aguardado CD durante programação do projeto Circuito Cultural Ribeira. O show gratuito está marcado para às 20h, e acontece no Nalva Café Salão – o CD custa R$ 15.

alex régisCantor e compositor Romildo Soares lança '+Qimperfeito', disco que lhe tomou três anos de produção e  celebra 30 anos de carreira e ativismo musicalCantor e compositor Romildo Soares lança ‘+Qimperfeito’, disco que lhe tomou três anos de produção e celebra 30 anos de carreira e ativismo musical

Sugestivamente intitulado “+QImperfeito”, o álbum levou três anos para ficar pronto e traz nove faixas autorais – das quais cinco são inéditas -, invariavelmente concebidas em parceria com outros músicos potiguares como Ivando Monte, Geraldo Carvalho, Iranh Barreto, valéria Oliveira, Simona Talma Erick Firmino e Babal. “É um disco conceitual em todos os sentidos, onde transito sem pudores pelo ‘tenebrismo’ de Caravaggio”, adianta Romildo ao relacionar o clima de seu disco à arte soturna do pintor italiano. “Quero que as pessoas levem pra casa não só o CD, mas o cara que está por trás do trabalho”, avisa. “Havia uma cobrança grande para eu gravar, então essa é minha contribuição”. Continue lendo

CLIPPING: 6ª EDIÇÃO NA TRIBUNA DO NORTE

O Circuito Cultural Ribeira nunca esteve tão dançante. Em sua 6ª edição, a ser realizada neste domingo, o evento consolida sua vocação para parcerias e junta forças ao 3º Encontro de Dança Contemporânea do RN, promovendo uma série de atividades que se espalhará pelos 11 espaços culturais do velho bairro.

A programação começará excepcionalmente mais cedo na Casa da Ribeira. Às 10h30 haverá uma palestra prática de dança com Lenora Lobo; logo mais, às 16h, o espetáculo “Sobre o que restou”, da Procura-se Cia de Dança; às 17h, a peça “As pelejas de Birico, Mateus e Catrina – Aos Mestres com carinho”, da Cia Monicreques; encontro entre curadores e criadores de dança (17h), Poesia Esporte Clube (18h), e show “Do Mar ao Sertão”, com Carlos Zens e banda (19h).  No DoSol, a partir das 18h, música com Full Time Rockers (CE), Leptospirose (SP), Volantes (SP), e MC Priguissa. No Espaço à Deriva, terá feira de artesanato das 16 às 21h, a experimentação de teatro e dança “Para eu parar de me doer” (18h30), e a Festa do Vinil (19h30), com discos levados pelos próprios visitantes. No Armazém Hall, samba de mesa das 19 às 22h. Para o Central Ribeira Botequim, roda de samba com Isaque Galvão a partir das 19h. O Consulado Bar ataca de rock internacional anos 80, com a Banda Consulado, às 19h30. No Cultura Clube terá bandas de reggae e vídeos de surf. O Galpão 29 abrirá com vários DJs.

O Buraco da Catita vai começar com aulão de dança, às 18h, com Fernanda Lievore e Fabiano Evangelista, e de 19 às 21h, Regional Choro Elefante. No Nalva Melo Café Salão, terá bazar, aula de dança do ventre com Michelle Mahsin (18h), oficina “Aprendendo a ler partituras” (19h), com Oswin Lohss, e lançamento do CD “+Qimperfeito”, de Romildo Soares.

MATÉRIA DA TRIBUNA DO NORTE SOBRE A 5ª ETAPA DO CIRCUITO CULURAL RIBEIRA

Ribeira festiva

Yuno Silva
repórter

O bairro Ribeira, equivocadamente visto por muitas pessoas como velho em vez de ser tratado como antigo ou histórico, foi testemunha de um período de grande efervescência até meados dos anos sessenta do século 20, quando a cidade baixa concentrava boa parte do comércio e da boemia natalense. ‘Abandonada’ nas décadas seguintes, inclusive pelo poder público, a Ribeira ainda preserva vestígios desse passado recente e sua vocação para protagonizar ações culturais ganha novo fôlego com o projeto Circuito Cultural Ribeira

Edson SilvaEdição dedicada às artes visuais foi marcada por grafitagens e intervençõesEdição dedicada às artes visuais foi marcada por grafitagens e intervenções

Em cartaz uma vez por mês, desde o carnaval, o evento abraça vários pontos do bairro. Mesmo com o tempo chuvoso, que dominou o clima do último domingo (3), um bom público circulou pelos becos e ruas do lugar para conferir as atrações escaladas para esta quinta edição.

A intensa programação começa cedo – a partir das 15h já tem coisa acontecendo – e o ateliê de Flávio Freitas foi escolhido como ponto de partida: por lá, o bate-papo agendado com artistas plásticos sofreu atraso devido a insistência da chuva, mas a turma presente não perdeu tempo para tecer comentários sobre os frutos já colhidos pela iniciativa, que promove de forma descentralizada e gratuita apresentações de música, teatro e dança, intervenções urbanas, artes visuais, debates, exposições e exibições audiovisuais. Como o tema dessa edição era Artes Visuais, vários artistas foram às ruas pintar prédios e realizar intervenções urbanas.

Limpeza do Beco da Quarentena

Um bom termômetro dessa ‘colheita’ positiva do CCR pode ser exemplificado pelo Beco da Quarentena, localizado entre as ruas Chile e Frei Miguelinho, espaço antes dominado por lixo e todo tipo de ‘milacria’: “Na primeira edição, o Beco da Quarentena chegou a ficar seis horas limpo”, lembra Anderson Foca, produtor do DoSol. “Depois de algumas edições, esse índice pulou para cinco, seis dias”, complementa Edson Silva, da Casa da Ribeira. Para ambos, esse índice já é reflexo das atividades. “Os próprios moradores do bairro estão percebendo o quanto é importante valorizar o ambiente”, comemora Foca. “Nosso trabalho vai no sentido de despertar maior consciência patrimonial”, pontua Edson, graduado em Arquitetura.

A lavagem do Beco da Quarentena pode ser considerada o ponto alto da programação, com cortejo escoltado pela banda Rosa de Pedra. Limpo, iluminado e com uma base de tinta branca, o beco está sendo utilizado como tela para intervenções de artes visuais e grafites – os trabalhos iniciados serão concluídos ao longo do mês de julho. “É interessante que a Ribeira permaneça movimentada independente do Circuito”, declara a equipe de produção.

Durante o trajeto, foram identificadas algumas lixeiras em locais estratégicos – nada que pudesse dar conta do volume de lixo gerado – um problema crônico no  bairro. Mas “já é um bom começo. A prefeitura está percebendo que vale a pena apoiar o Circuito”, disse Edson Silva. A Semsur e a Urbana também limparam as ruas e iluminaram o centro do bairro. No quesito segurança, um dos pontos fracos do bairro, a ronda da Polícia Militar até que circulou pelas ruas da Ribeira. Porém, os agentes que estavam na viatura de número 131 ultrapassavam as barreiras montadas pela Semob em alta velocidade e não perceberam que o formato do evento requer uma abordagem diferenciada – à pé ou, no máximo, de moto. Em determinado momento, fizeram questão de atravessar a rua Chile lotada com a Blazer entre o público e ambulantes.

Espaços

Ao todo, treze espaços integram o CCR: Casa da Ribeira e DoSol, mais Buraco da Catita, Espaço Gira Dança, Armazém Hall, Galpão 29, Cultura Clube, Ateliê Flávio Freitas, Central Ribeira Botequim, Consulado Bar, Espaço à Deriva, Let’s Rock Bar e Nalva Melo Café Salão. “Inicialmente a programação ocupava oito espaços, que receberam aporte financeiro (do Conexão Vivo e Lei Câmara Cascudo) para viabilizar os eventos, o restante foi sendo incorporado ao longo desses cinco meses”, informou Anderson Foca – Cultura Clube e Let’s Rock Bar são os caçulas do Circuito. Capitaneado pela Casa da Ribeira e pelo Centro Cultural DoSol com patrocínio do Conexão Vivo e do Governo do RN através da Lei de incentivo Câmara Cascudo, o Circuito Cultural Ribeira que volta a movimentar o bairro no próximo dia 7 de agosto

Encontro entre criador e criatura

Autor do livro “Recomendações a Todos” (1982/Editora Maturi), o escritor Alex Nascimento desceu até a Ribeira para prestigiar o Circuito, onde acompanhou ensaio do Coletivo Atores à Deriva. O grupo está em plena montagem de espetáculo homônimo baseado no livro, e parte de seu processo de criação foi apresentada em primeira mão a uma seleta plateia que compareceu ao Espaço à Deriva.

A livre adaptação tem dramaturgia de Henrique Fontes, direção da equatoriana Coco Maldonado e cenotécnica do alemão Anatol Waschke. “A previsão de estreia do espetáculo é setembro, e seria perfeito se o livro fosse relançado no mesmo período.”, declarou Fontes.

Se depender do autor, o desejo de Henrique pode se tornar realidade: “Não tenho esse tesão todo em relançar o livro, mas se houver convite pode até ser”, confessa Alex, de forma enigmática. Alex contou que o livro teve duas edições, ambas com mil exemplares cada, e que a segunda foi bancada por um professor universitário de São Paulo que visitava a UFRN. “Só pode ser um louco”, brinca Nascimento. O escritor ainda contou que, há uns dez anos, chegou a receber pedido de autorização de um grupo de teatro do Recife interessado em encenar “Recomendações a todos”, mas a proposta não vingou.

Sobre o ensaio, disse que tudo era novidade: “Fui pego de surpresa, não estou sabendo de nada, o que sei, li no jornal (TN de sábado, dia 2). Mas já formalizei a autorização para o grupo”, adianta. O livro aborda a loucura como tema central, e a peça materializa o primeiro e o último capítulos.

CLIPPING: BLOG NABOCATEM

Sucesso, essa é a palavra que definiu a 3ª Edição do Circuito Cultural Ribeira, que aconteceu no último domingo, dia do trabalhador. Essa blogueira que cá escreve, ficou em êxtase ao ver quanta gente compareceu e curtiu todos os momentos do dia, e lamentou não conseguir desafiar a física para estar ao mesmo tempo em todos os lugares.

Durante a semana entrevistei um dos Diretores da Casa da Ribeira para a rádio onde trabalho. Segundo ele a expectativa dos organizadores era da presença de 7 mil pessoas. Eu sozinha não poderia contar aquela galera, mas tenho cá pra mim que o número foi superado.

“A noite vai ser boa, de tudo vai rolar”, esse trecho da música Noite de Prazer de Cláudio Zoli me faz lembrar muito daquela ocasião. E de tudo rolou: rock, reggae, samba, jazz, chorinho, DJ e muito funk.

Falando em Funk, a apresentação do grupo Emblemas no Galpão 29 foi um verdadeiro destaque, o grupo está garantindo seu lugar nos eventos alternativos (ou não) mais animados da cidade. Tanto é que muita gente além de arrazar no indo até o chão (rolou um pouquinho de Gaiola das Popozudas e tudo), se empolgou cantando junto muitas das músicas.

O Do Sol parecia coração de mãe, “sempre cabe mais um”, o pessoal se aglutinou e todos juntos sem qualquer problema curtiram os shows. A banda Seu Zé movimentou mais ainda as coisas por lá.

No Buraco da Catita as coisas estavam um pouco mais calmas, o jazz e músicas brasileiras, estilo bossa nova foram o “BG” para as sempre boas conversas entre amigos e uma bebidinha aqui e acolá. Do outro lado da rua, o samba esquentou o clima no Consulado Bar.

Cheguei a Ribeira durante a lavagem simbólica do Beco da Quarentena, não presenciei a programação do período da tarde, mas tenho certeza todos os outros grupos e espaços envolvidos nessa grande congregação em prol da revitalização do bairro deram um verdadeiro show. Revitalizar não é só pintar fachada, é também dar real função ao espaço, e a Ribeira… ah! A Ribeira… de tantas possibilidades.

Espero ansiosa até o próximo primeiro domingo do mês. Quem perdeu, se empolgue, ainda vem muito mais por ai, já que o Cultura Clube também estará na programação do próximo Circuito Ribeira, será o palco do reggae.

CLIPPING: COBERTURA DO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA PELA REVISTA CATORZE

A experiência é bacana. O fim de tarde pelas ruas e avenidas de Natal é bonito. O sol não desgasta muito e o vento no rosto alivia o cansaço. No domingo, o movimento de carros é menor, o que ajuda pra quem não é acostumado a pedalar pela cidade.

Algumas paradinhas aqui e ali pra ver se a bike tava ok e beber uns goles d’água e lá estávamos nós pela Ribeira. A turma da bicicletada fazia sua tour pelo bairro, com direito a um guia pra contar curiosidades de becos, ruas e prédios.

Ocorria ali a segunda edição do Circuito Cultural Ribeira. O evento marca as comemorações de uma década de atividades do Centro Cultural DoSol e da Casa da Ribeira. Os primeiros domingos de cada mês agora serão atípicos em Natal: enfim, algo a se fazer.

Ao chegar no bairro, primeiro, guardar as bikes. E depois? Supresa: o espaço do Gira Dança lotado. Não comportava mais ninguém. A procura por ingressos na Casa da Ribeira era grande e quem não corresse não garantia o seu. Na sede do Coletivo Atores à Deriva, algumas pessoas esperavam pela performance músico-teatral com a participação da Dj Danina Former.

O bairro estava bonito. Por todos os lados tinha gente chegando, casais, famílias, grupos de amigos que passavam de uma atração pra outra. Na Rua Chile, a movimentação foi intensa. A maior concentração de público ficou no Centro Cultural Dosol, que escalou seis bandas pra agitar a juventude roqueira de Natal.

Logo ao lado, no Central Ribeira, uma fila foi montada pra poder organizar a quantidade de pessoas que esperavam pela apresentação da cantora Camila Masiso. Bar lotado.

No atelier de Flavio Freitas, interessados por artes visuais viram uma exposição com obras do artista e depois bateram um papo esperto com ele. Por trás do atelier, o tradicional point nas sextas-feiras de Natal foi reinaugurado: o Buraco da Catita apresentou a banda da casa, o Catita Choro & Gafieira, e atraiu aqueles que preferem um clima de boteco.

O Circuito Cultural Ribeira mostrou que foi um sucesso. Muita gente de todas as idades, em família, com os tios, avós, filhos, amigos, de bicicleta, ônibus, carro, de táxi. Tinha atrações para os mais variados gostos e com toda a programação gratuita. O evento está marcado no calendário cultural da cidade. Todo primeiro domingo do mês todos se encontram na Ribeira.



http://revistacatorze.com.br/2011/de-bike-pra-ribeira

CLIPPING: COBERTURA POR BLOG NATOCATEM

E, coroando um final de semana fantástico, o Circuito cultural Ribeira apresentou no domingo uma programação variada e que, quando terminou, deu vontade de ter o circuito todos os dias da semana.

Quem foi deve ter achado lindo ficar andando pela esquecida Ribeira, escolhendo que atração participar. Era muita coisa interessante acontecendo ao mesmo tempo e lotando os espaços. Eu, por exemplo, não consegui ingresso pra nenhuma das peças do Coletivo Atores à Deriva. Uma pena, mas tinha tanta coisa boa acontecendo que logo fui curtir um bom rock’n roll  no Do Sol.

Minha programação foi ótima. Primeiro assisti ao empolgante documentário “Flight 666” do Iron Maiden, no centro cultural do sol – sugestão para os próximos filmes: um tapetão no chão e um monte de almofadas (rs) – No mesmo Do Sol, ainda fui ouvir Monster Coyote, banda muito boa .

Mas a melhor surpresa da noite foi o pessoal do Poesia Esporte Clube

Ao caminhar em direção ao Buraco da Catita, me deparo com @ruycomunica conclamando os transeuntes a adentrar na Casa da Ribeira para participar do melhor Esporte Clube da cidade. E foi uma ótima escolha ter subido àqueles degraus até o café da Casa. Viagens por aquelas palavras declamadas por muitos corajosos ou cantadas pelo Gato Lúdico. A notícia boa: o Poesia retornará com mais encontros.

Muita gente também foi ouvir a Camila Masiso, mas não consegui entrar. A Central Ribeira estava lotada. Fui ouvir então o som do pessoal do Calistoga que sempre me surpreende positivamente.

E foi assim, que terminou um ótimo final de semana, na companhia de amigos, reencontrando outros. Vendo um público feliz por ter encontrado pessoas comprometidas com a cultura local e com a organização de eventos de alta qualidade e que consegue competir de igual com qualquer “Teatro de roupas”.

Iniciativas como essas mostram que há um público sedento por uma programação cultural alternativa e dá um puxão de orelha nos produtores culturais locais que insistem em acreditar que a cidade só tem público pra forró e axé.

Quem tiver fotos e/ou vídeos e/ou textos sobre esses eventos, manda pra gente publicar, ok? natocatem@gmail.com

http://natocatem.wordpress.com/2011/04/04/circuito-cultural-ribeira-e-final-de-semana-atipico-em-natal/

CLIPPING: DIÁRIO DE NATAL

Circuito Cultural Ribeira // Segunda edição vem repleta de novidades

Os tempos são outros e o bairro da Ribeira respira cultura. Um circuito completo de atrações começa às 16h e só termina às 22h, neste domingo. Serão nove espaços abertos à programação gratuita. Música, teatro, dança, poesia, artes plásticas, gastronomia e o início do Circuito com uma “bicicletada”. A concentração será na praça André de Albuquerque e percurso pelos pontos históricos da Ribeira..A promoção do evento é da Casa da Ribeira em parceria com o DoSol. E o patrocínio é da Vivo, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e integra o Conexão Vivo, iniciativa da empresa voltada ao desenvolvimento do setor musical brasileiro. Se há participação do poder público, é na renúncia fiscal da lei. E só. Além de atrações musicais que variam do choro ao rock, passando pelo eletrônico, jazz e até funk; também vai ter peça de teatro para crianças, performances, dança e teatro experimental para adultos. Também um bate-papo sobre artes plásticas. No caso de espetáculos, a retirada dos ingressos será feita a partir das 15h na bilheteria de cada espaço. O Circuito terá regularidade mensal, em cada primeiro domingo de cada mês.

Programação

l PASSEIO CICLÍSTICO

16h – Passeio ciclístico histórico no bairro, visitando principais pontos da Ribeira.

(concentração às 15h30 na praça André de Albuquerque – Centro)

l BURACO DA CATITA

Rua Câmara Cascudo

18h – Grupo Catita Choro e Gafieira

l ATELIER FLÁVIO FREITAS

Rua Câmara Cascudo

16h – Atelier aberto à visitação

18h – Bate-papo sobre artes plásticas com Flávio Freitas

l CASA DA RIBEIRA

Rua Frei Miguelinho

17h – Peça Infanto-juvenil “Flúvio e o Mar” – Coletivo Atores à Deriva

18h30 – Poesia Esporte Clube – Intervenções poéticas no Café 1911

20h – Heliana Pinheiro e Joca Costa – Blues, Jazz e MPB

(ingressos retirados a partir das 15h na bilheteria da Casa)

l GALPÃO GIRA DANÇA

Rua Frei Miguelinho

16h – Abertura da Loja Mundo Gira

16h30 – Fulan? – Performance da bailarina Jaquelene Linhares

17h – Companhia Gira Dança – Fragmento do espetáculo Corpo Estranho

18h – Procura-se Cia de Dança – Fragmento do espetáculo “Sobre o que Restou”

l ESPAÇO à DERIVA

Rua Frei Miguelinho (em frente à Casa da Ribeira)

20h – “De Passagem” – Performance músico-teatral com o Coletivo Atores à Deriva e a

dj Danina Fromer. (ingressos a partir das 18h30 na porta do espaço)

l CENTRO CULTURAL DOSOL

Rua Chile

15h – Exibição do filme “Flight 666 – Iron Maiden”

15h – Abertura do bazar de cds, dvds e compra, venda e troca de equipamentos

17h – Dr. Carnage

17h40 – Distro

18h20 – Monster Coyote

19h – Calistoga

19h40 – Digital Groove (PE)

20h20 – Amp (PE)

l CENTRAL RIBEIRA

Rua Chile

19h – Camila Masiso (samba&jazz)